13 Julho 2009

Ciência Viva

Uma mensagem rápida para chamar a atenção para a abertura das inscrições no Ciência Viva deste ano: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2009/

Do que vi ate agora,  há varias actividades que me despertaram a atenção:

  • fotografia digital da natureza (actividade com varias horas de duração!)
  • observação de caracóis, à noite
  • mais uma subida ao farol de Leça (a ver se desta não esta tanto vento)
  • visita aos subterrâneos de Arca d’Agua (mais uma vez não consegui chegar a tempo das inscrições, estou em lista de espera… e as inscrições abriram hoje, que faria se tivesse sido há mais tempo!)
  • Varias actividades à beira mar ou relacionadas com a astronomia.

Como já deu para perceber, a procura por algumas actividades é grande. Portanto, quem estiver interessado, trate de se inscrever ;)

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15 Agosto 2008

A noite no Jardim Botânico

Várias pessoas a ouvir a oradora, rodeados por cactos. Ao fundo a Lua e Júpiter.

Várias pessoas a ouvir a oradora, rodeados por cactos. Ao fundo a Lua e Júpiter.

Mais uma sessão do Ciência Viva - desta vez no Jardim Botânico, na passada 4ª feira à noite.
O título da sessão era Flores na Noite e consistia em duas partes completamente diferentes: um passeio pelo Jardim Botânico à noite e uma sessão de observação astronómica.
Durante o passeio pelo Jardim Botânico foi-nos explicado como algumas plantas se comportam de forma diferente durante a noite - as plantas aromáticas têm um aroma mais intenso, algumas reflectem o luar, outras aproveitam a noite para abrir as flores, etc.
Mesmo contando com o facto de a visibilidade ser muito fraca, achei o passeio bastante agradável. Tirei algumas fotos mas a maioria não ficou nada de especial - tive o cuidado de não usar flash para não perturbar a habituação das pessoas ao escuro e por isso as fotos ficaram bastante tremidas (o tempo de exposição aumenta para compensar a falta de luz, eu não tinha tripé e o vento também não ajudava porque fazia abanar as plantas). As duas melhores fotos foram estas que aqui mostro (havia um holofote perto) e clicando dá para perceber que o resultado não é famoso.

paisagem de cactos com a Lua e Júpiter ao fundo

paisagem de cactos com a Lua e Júpiter ao fundo

Na segunda parte da visita, fomos para o edifício principal do jardim onde estava montado o telescópio. A audiência aproveitou para colocar várias perguntas ao elemento do planetário que estava presente e tivemos direito a espreitar imagens de Júpiter e da Lua que, como se pode ver nas fotos, estavam a montar um espectáculo só para nós.
Tivemos também a sorte de estar a olhar para o sítio certo no momento certo pois vimos a ISS a passar mesmo por cima de nós :-)

4 Agosto 2008

De olho no farol

farol reflectido nuns óculos de Sol

farol reflectido nuns óculos de Sol

Depois do fiasco que foi a acção do Ciência Viva sobre os morcegos, em que me esqueci do cartão da máquina, tinha que me redimir. Desta vez fui visitar o farol de Leça e levei tudo direitinho ;-)

A acção em si foi bastante simples - uma pequena exposição de cerca de meia hora, onde nos foram mostrados vários tipos de faróis e foi dada uma explicação sobre a sua importância (mesmo apesar de estarmos no tempo do GPS). Por exemplo, descobri que os faróis são todos mais ou menos diferentes para mesmo de dia funcionarem como marcos. Um marinheiro consulta a sua carta de faróis e, pelo seu aspecto, consegue descobrir em que ponto da costa se encontra. Mesmo durante a noite cada farol tem a sua assinatura (isto eu já sabia) - a frequência dos flashes não é igual em todos os faróis e o número de flashes também é diferente de uns para os outros. Por exemplo, o farol de Leça emite 3 flashes a cada 14 segundos.

Um farol está cheio de sistemas redundantes - aquilo tem mais redundância que o 112, de certeza. Em jeito de brincadeira, o comandante que nos deu a explicação, disse que um farol só falha numa circunstância - quando cai :-)

Vista sobre a marginal de Leça, a partir do cimo do farol

Vista sobre a marginal de Leça, a partir do cimo do farol

Na segunda parte subimos lá acima (aquilo que toda a gente estava à espera). Como éramos muitos, tivemos que subir em pequenos grupos, cerca de 15-20 pessoas de cada vez. Descobri mais uma coisa que não sabia - o farol de Leça, pelo menos, tem elevador (mas claro, quase toda a gente foi pelas escadas - 230 degraus de cimento e mais uns em escadotes no fim - o elevador foi mesmo só para quem não conseguia). Lá em cima estivemos a ouvir mais uma explicação sobre a “menina de Leça” - todos à volta da lâmpada do farol. Passada essa exposição fomos para a rua, ver as vistas. O vento era tão forte lá em cima que quando passávamos do lado Norte, a tendência era ficar colado à parede. Tirando o vendaval estava muito bom tempo e deu para tirar umas fotos tipo Birds Eye do MS Live Maps - vistas de cima mas em perspectiva. A minha ideia era fazer uma panorâmica só que a força do vento retirou toda e qualquer hipótese de estabilidade com a máquina, por isso limitei-me a meia dúzia de fotos, de que aqui deixo um exemplo.

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22 Julho 2008

Transístores em papel

Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa produziu os primeiros transístores em papel.

O conceito é simples - em vez de usar silício como isolante ou dieléctrico usaram papel. As vantagens são várias, nomeadamente o mais baixo custo de produção e a maior facilidade em reciclar o material. Pelo que percebi estes transístores não são tão eficientes como os actuais, mas são o bastante para as aplicações mais corriqueiras dos dias de hoje.

É mais um belo exemplo para mostrar que neste país se consegue fazer investigação e não é só lá de fora que vêm as novidades.

Eu até já estou a imaginar - à semelhança dos ecrãs finos que já existem hoje em dia e que se enrolam e tudo, podemos vir a ter jornais de papel autêntico em que se carrega o cartão com as notícias do dia e o jornal mostra o novo texto, actualizado. Em vez de se comprar um jornal todos os dias faz-se só download para um cartão de memória e  reutiliza-se o mesmo jornal. Ou então computadores feitos de cartão, mais leves e fáceis de transportar (mas de estragar também - para mim não servia :-P)

Seja como for, a equipa está toda de parabéns.

Podem ler mais sobre isto aqui, aqui, ou no comunicado oficial da Universidade.

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22 Julho 2008

Morcegos no Parque Biológico

Já aqui falei sobre as sessões da Ciência Viva, no Verão. Pois hoje fui à primeira daquelas em que me inscrevi.

Fui ver Morcegos ao Parque Biológico, em Gaia :-)
A sessão dividiu-se em 3 partes: exposição de slides, observação de um morcego de perto e observação dos morcegos no exterior, conjuntamente com a audição dos mesmos.
Uma das coisas de que gostei particularmente foi do facto de estarem tantas crianças presentes. Acho mesmo que chegavam a ser mais do que os adultos. É bom ver que os miúdos se interessam por estas coisas (ou que os pais fazem com que se interessem, o que vai dar mais ou menos ao mesmo) e, sobretudo, dá um toque diferente à sessão - os putos nunca têm vergonha de fazer perguntas e os mais velhos ficam menos desinibidos para as fazer também. Ninguém fica com medo de passar por estúpido e a sessão torna-se naquilo que se pretende - um lugar para aprender.
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