4 Outubro 2008

Começou o teatro!

A semana de Teatro Cómico da Maia começou a noite passada. E começou da melhor forma :-) Comecei a ficar bem impressionado mesmo antes de lá chegar. Aproveitei o facto de ter um autocarro à porta de casa que passa junto ao Fórum da Maia e lá fui eu. Pelo caminho iam entrando pessoas que nitidamente se dirigiam para lá também. Gosto de ver as pessoas a usar os transportes públicos e, àquela hora, realmente não há muita razão para não os usar, a viagem foi sempre a abrir.

Depois do bilhete comprado, perguntei na bilheteira: “Se eu só viesse ver mais um espectáculo esta semana, qual é que me aconselhava?”. Ele olhou para o programa e respondeu - “O de Domingo. Se só vier ver mais um esta semana, digo-lhe para vir Domingo… mas para a semana há mais para ver ;-)”. Ri-me e segui.

A espera da minha irmã foi facilitada pelo facto de entretanto ter começado o espectáculo de rua. Duas palhaças (daquelas que não têm nariz vermelho nem a cara pintada, mas fazem malabarismos e palhaçadas na mesma), uma italiana e outra espanhola, encantaram um público que se instalou no pequeno anfiteatro ao ar livre, do lado de fora do fórum. A interacção com o público é o forte deste tipo de espectáculos e aqui também não faltou -algumas pessoas foram chamadas ao palco a participar e uma miudita teve direito a quase meia hora de fama. O único defeito eram os degraus do anfiteatro, onde as pessoas estavam sentadas, estarem completamente gelados. Aliás, as actrizes estavam com pouco mais que uma camisa de dormir, como não congelaram foi um milagre.  As noites de Outono ou são chuvosas ou frias e como não se via um vestígio de núvem no céu…

Pranto de Maria Parda

Pranto de Maria Parda

Às 22h30 o espectáculo principal finalmente começou. Fomos presenteados por uma belíssima actuação da Maria do Céu Guerra, no papel da personagem Maria Parda, uma bêbeda de longa data que corre Lisboa de lés a lés à procura de quem lhe dê vinho e, no fim, acaba a escrever o seu testamento. Inicialmente achei a peça um pouco dramática de mais para este tipo de festival, mas a segunda parte, pontuada por uma série de notas de rodapé, deu lugar a várias gargalhadas. Mas a melhor parte foi o que veio a seguir: no fim da peça, a Maria do Céu ficou lá, a falar connosco. Do palco foi respondendo às perguntas que o público lhe colocava. Falou-se de tudo, desde o estado do teatro em Portugal, à carreira da Maria do  Céu, passando pelas telenovels, televisão, cinema, enfim de tudo um pouco. E aquela mulher sabe cativar um público, mesmo não estando a representar - havia várias pessoas completamente deleitadas a ouvi-la falar. A peça deve ter acabado pelas 23h45, saímos de lá já passava de 00h30!

Bem, estive aqui a olhar para o programa a tentar decidir o que ainda quero ver este ano. A peça de Sábado parece interessante, na bilheteira recomendaram-me Domingo… acho que ainda vou mas é os dias todos desta vez :-) Bendita Câmara da Maia por estas iniciativas.

1 Setembro 2008

Férias da Net

11 dias de férias em Itália corresponderam a 11 dias sem ler o mail, jogar, enviar mensagens, etc.

Quando voltei tinha o seguinte:

 

  • 600 mensagens (entre newsfeeds, RSS feeds, mails, mensagens de mailing lists, spam, etc)
  • 11 dias de cartoons para ler nos meus sites favoritos.
  • 160 jogos em que era a minha vez de jogar, no BrainKing (a maioria quase a ficar sem tempo na minha vez)
  • 4 GB de fotos para passar para o PC
4 Agosto 2008

De olho no farol

farol reflectido nuns óculos de Sol

farol reflectido nuns óculos de Sol

Depois do fiasco que foi a acção do Ciência Viva sobre os morcegos, em que me esqueci do cartão da máquina, tinha que me redimir. Desta vez fui visitar o farol de Leça e levei tudo direitinho ;-)

A acção em si foi bastante simples - uma pequena exposição de cerca de meia hora, onde nos foram mostrados vários tipos de faróis e foi dada uma explicação sobre a sua importância (mesmo apesar de estarmos no tempo do GPS). Por exemplo, descobri que os faróis são todos mais ou menos diferentes para mesmo de dia funcionarem como marcos. Um marinheiro consulta a sua carta de faróis e, pelo seu aspecto, consegue descobrir em que ponto da costa se encontra. Mesmo durante a noite cada farol tem a sua assinatura (isto eu já sabia) - a frequência dos flashes não é igual em todos os faróis e o número de flashes também é diferente de uns para os outros. Por exemplo, o farol de Leça emite 3 flashes a cada 14 segundos.

Um farol está cheio de sistemas redundantes - aquilo tem mais redundância que o 112, de certeza. Em jeito de brincadeira, o comandante que nos deu a explicação, disse que um farol só falha numa circunstância - quando cai :-)

Vista sobre a marginal de Leça, a partir do cimo do farol

Vista sobre a marginal de Leça, a partir do cimo do farol

Na segunda parte subimos lá acima (aquilo que toda a gente estava à espera). Como éramos muitos, tivemos que subir em pequenos grupos, cerca de 15-20 pessoas de cada vez. Descobri mais uma coisa que não sabia - o farol de Leça, pelo menos, tem elevador (mas claro, quase toda a gente foi pelas escadas - 230 degraus de cimento e mais uns em escadotes no fim - o elevador foi mesmo só para quem não conseguia). Lá em cima estivemos a ouvir mais uma explicação sobre a “menina de Leça” - todos à volta da lâmpada do farol. Passada essa exposição fomos para a rua, ver as vistas. O vento era tão forte lá em cima que quando passávamos do lado Norte, a tendência era ficar colado à parede. Tirando o vendaval estava muito bom tempo e deu para tirar umas fotos tipo Birds Eye do MS Live Maps - vistas de cima mas em perspectiva. A minha ideia era fazer uma panorâmica só que a força do vento retirou toda e qualquer hipótese de estabilidade com a máquina, por isso limitei-me a meia dúzia de fotos, de que aqui deixo um exemplo.

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22 Julho 2008

Transístores em papel

Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa produziu os primeiros transístores em papel.

O conceito é simples - em vez de usar silício como isolante ou dieléctrico usaram papel. As vantagens são várias, nomeadamente o mais baixo custo de produção e a maior facilidade em reciclar o material. Pelo que percebi estes transístores não são tão eficientes como os actuais, mas são o bastante para as aplicações mais corriqueiras dos dias de hoje.

É mais um belo exemplo para mostrar que neste país se consegue fazer investigação e não é só lá de fora que vêm as novidades.

Eu até já estou a imaginar - à semelhança dos ecrãs finos que já existem hoje em dia e que se enrolam e tudo, podemos vir a ter jornais de papel autêntico em que se carrega o cartão com as notícias do dia e o jornal mostra o novo texto, actualizado. Em vez de se comprar um jornal todos os dias faz-se só download para um cartão de memória e  reutiliza-se o mesmo jornal. Ou então computadores feitos de cartão, mais leves e fáceis de transportar (mas de estragar também - para mim não servia :-P)

Seja como for, a equipa está toda de parabéns.

Podem ler mais sobre isto aqui, aqui, ou no comunicado oficial da Universidade.

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27 Maio 2008

O preço dos combustíveis

Enquanto estava a criar o site nunca pensei que o meu primeiro post fosse ser sobre isto. Mas com tanta confusão que para aí anda ultimamente sobre o preço dos combustíveis não posso deixar de dizer o que penso sobre o assunto.

Em primeiro lugar, ao contrário do que muita gente apregoa, não acho que o governo possa fazer muito sobre o assunto. O combustível está caro, não por medidas do governo mas porque está caro em todo o lado. Portugal continua entre os países da Europa com o combustível mais caro mas isso não é de agora. Aliás, desde o início do ano, Portugal até é dos países que menos tem subido os preços do combustível.

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