23 Setembro 2008

SPORE - quão perto da realidade?

SPORE

SPORE

Tenho andado meio ocupado, a jogar o jogo SPORE que saiu há alguns dias. Sinteticamente, o jogo começa com a ideia de que a vida foi trazida para um planeta através de um cometa. É nossa missão fazer evoluir essa espécie desde uma forma primitiva inicial, quase celular, através de vários estágios e chegar ao nível da exploração espacial. Para além do divertimento, e de todos os pormenores sobre a jogabilidade, gráficos e essas coisas mais habituais nas críticas a jogos, e como ultimamente tenho tido um banho de mails do AstroPT sobre vida nos outras planetas e evolução, aproveitei para olhar para o jogo de um ponto de vista mais crítico, verificando até que ponto é comparável à realidade tal como a conhecemos.

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15 Agosto 2008

A noite no Jardim Botânico

Várias pessoas a ouvir a oradora, rodeados por cactos. Ao fundo a Lua e Júpiter.

Várias pessoas a ouvir a oradora, rodeados por cactos. Ao fundo a Lua e Júpiter.

Mais uma sessão do Ciência Viva - desta vez no Jardim Botânico, na passada 4ª feira à noite.
O título da sessão era Flores na Noite e consistia em duas partes completamente diferentes: um passeio pelo Jardim Botânico à noite e uma sessão de observação astronómica.
Durante o passeio pelo Jardim Botânico foi-nos explicado como algumas plantas se comportam de forma diferente durante a noite - as plantas aromáticas têm um aroma mais intenso, algumas reflectem o luar, outras aproveitam a noite para abrir as flores, etc.
Mesmo contando com o facto de a visibilidade ser muito fraca, achei o passeio bastante agradável. Tirei algumas fotos mas a maioria não ficou nada de especial - tive o cuidado de não usar flash para não perturbar a habituação das pessoas ao escuro e por isso as fotos ficaram bastante tremidas (o tempo de exposição aumenta para compensar a falta de luz, eu não tinha tripé e o vento também não ajudava porque fazia abanar as plantas). As duas melhores fotos foram estas que aqui mostro (havia um holofote perto) e clicando dá para perceber que o resultado não é famoso.

paisagem de cactos com a Lua e Júpiter ao fundo

paisagem de cactos com a Lua e Júpiter ao fundo

Na segunda parte da visita, fomos para o edifício principal do jardim onde estava montado o telescópio. A audiência aproveitou para colocar várias perguntas ao elemento do planetário que estava presente e tivemos direito a espreitar imagens de Júpiter e da Lua que, como se pode ver nas fotos, estavam a montar um espectáculo só para nós.
Tivemos também a sorte de estar a olhar para o sítio certo no momento certo pois vimos a ISS a passar mesmo por cima de nós :-)

14 Agosto 2008

Limpar a máquina

Ontem dei por mim a ter que fazer uma operação de emergência na minha máquina (Nikon D-80). Descobri uma mancha numa foto que tirei e, à medida que ia passando outras fotos em sequência reparei que a mancha estava sempre em todas.

Bem, eu já sabia que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde quando optei por comprar uma SLR, por isso não entrei em pânico e comecei por tirar uma série de fotos contra uma parede branca, em várias ampliações, e profundidades de campo. As manchas eram permanentes e apareciam mesmo quando eu via as fotos no PC. Portanto, o problema parecia estar no corpo da máquina e não na lente nem no monitor LCD.

Comecei por tentar soprar o pó para fora dos espelhos e depois passar uma escovinha (tipo daquelas de limpar as máquinas de barbear - mas sem pêlos da barba, claro) . Tirei mais um conjunto de fotos mas nada tinha mudado. Portanto, nem sequer era nos espelhos - era no sensor!

Chegado a este ponto lembrei-me do aviso que vinha no manual de instruções,  referindo que a Nikon não se responsabilizava pela limpeza feito pelo próprio e que esta devia ser sempre feita num centro autorizado Nikon. Portanto fui à net, à procura do centro técnico mais próximo (não é que fosse estar sempre atrás deles para limpar a máquina, mas pelo menos ficava com uma ideia para o caso de precisar um dia por motivos mais graves). Não encontrei nada em Portugal! :-(

O passo seguinte foi procurar sites na Net que explicassem como limpar a máquina. O que encontrei de mais completo foi este. Faz referência a produtos à venda nos Estados Unidos, mas não deverá ser difícil adaptar, improvisando algumas ferramentas semelhantes.

No meu caso, aquilo que fiz foi simplesmente enrolar um pano daqueles de limpar os óculos (que largam menos pelo) à volta de um lápis e passar muito suavemente sobre o sensor, para retirar o lixo. Eu tinha visto lá um ou dois grãos de pó. A maior parte deles provavelmente era demasiado pequena para ser vista mas os que eu via desapareceram. Algumas fotos a paredes brancas mais tarde, estava satisfeito com o resultado.

Seja como for, isto foi uma solução de emergência (ia sair nessa noite e tinha fotos para tirar). Mas deixou-me alerta para que devo arranjar ou improvisar o meu próprio kit de limpeza. Porque outras situações destas irão seguramente repetir-se no futuro.

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10 Agosto 2008

Observação - campo do Alvre, 9/10-Agosto-2008

Esta noite foi noite de observação astronómica. Já tinha algumas saudades, há quase um ano que não saía para observar.

Como coincidiu com o fim de semana da AstroFesta não havia muita gente. Basicamente os três habituais - eu, o Nuno Coimbra e o Rui Santos. Os telescópios presentes foram o meu e o do Nuno.

À chegada houve algumas surpresas. Nomeadamente o facto de terem asfaltado o caminho mesmo até ao campo (sinal de que é altura de começar a procurar outro sítio?). A iluminação da vizinhança também aumentou. Apesar de não haver Lua acima do horizonte, uma vez que começámos já depois da meia noite, nunca precisei de lanterna para ver o que fazia. A lanterna basicamente foi só para consultar os mapas mas mesmo isso, com um pouco de jeito quase que se conseguia fazer virando o livro para a luz dos candeeiros mais próximos.

Seja como for, a noite estava belíssima. A Via Láctea estava perfeitamente visível à  nossa chegada (tanto quanto é possível a esta distância de uma cidade como o Porto e Valongo). Acho mesmo que nunca a tinha visto tão nítida aqui no Alvre.

O meu telescópio foi prontamente alinhado e apontado para Júpiter. Pelos vistos ainda não me esqueci de como se faz :-) À meia noite, no entanto, Júpiter já estava a descer e começava a notar-se a turbulência provocada pela atmosfera. Ainda me entretive a tentar procurar outros objectos mais distantes mas a falta de prática e a fraca abertura do tubo levaram-me a desistir da ideia.

A maior parte da noite foi, portanto, passada de volta do telescópio do Nuno. Aquelas 10” de abertura, realmente fazem muita diferença. Com a ajuda da memória nuns casos e das cartas celestes noutros lá fomos vendo uma série de nebulosas, enxames e galáxias. Vi a Veil pela primeira vez - o próprio Nuno ficou surpreendido pelo facto de se ver tão bem naquele local apesar da poluição luminosa.

Pelas 3h00 o frio começou a apertar, a nebulosidade a aumentar e acabámos por vir embora. Ainda apontei o telescópio uma última vez para Júpiter, quase a desaparecer atrás do monte mais próximo e o planeta parecia ferver, tanta a interferência atmosférica (habitual quando os objectos estão próximos do horizonte).

Foi bom voltar a mexer nestas coisas. Da próxima tento tirar fotos (tenho que arranjar um tripé para a máquina, primeiro)

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23 Julho 2008

O que perguntar a um ET?

Numa das mailing lists de astronomia que subscrevo, a AstroPT, surgem às vezes umas questões curiosas, nem sempre sobre coisas directamente relacionadas com a Astronomia.
Hoje, por exemplo, o desafio foi o de dizer o que se perguntaria a um ET (caso ele percebesse português claro).

Uma das primeiras respostas foi “Como te chamas?”

É também daquelas perguntas que não é preciso saber português para perceber. A maioria das raças humanas compreende de forma intrínseca algumas perguntas básicas, mesmo que transmitidas apenas por gestos ou sons.
A identificação de quem connosco comunica é uma dessas perguntas - o célebre movimento de bater no peito feito pelo Tarzan, seguindo-se o apontar o dedo para a Jane para saber o dela é um bom exemplo.
Claro que uma raça completamente alienígena poderia nem sequer reconhecer estes simples gestos “básicos”. Por exemplo, não nos servem de nada para perguntar o nome aos golfinhos ou aos cães ;-)

Outras perguntas mais ou menos importantes de se fazer, para além do nome, poderiam ser
(caso fosse ele a vir ter connosco)

De onde vens?
Seria interessante saber onde é que o SETI devia ter procurado melhor. Infelizmente, a julgar pelos filmes, a resposta em 99% dos casos é um braço esticado a apontar para o céu - muito esclarecedor…
Como chegaste aqui?
Tentar pelo menos aprender alguma coisa sobre as viagens interplanetárias. Foi ele que fez o caminho todo ou ele é o tetratetratetraneto do capitão original do veículo que o transportou?
Tens fome? Queres que te faça um lanche?
Acho que se um porco me oferecesse um lanche, eu não era capaz de o comer depois. Por isso mais vale prevenir e ir logo abusando do charme :-)

(caso fôssemos nós a ir ter com ele, no seu planeta ou lá onde ele estivesse)

Que fazes?
Esta pergunta é muito ampla e pode dar origem a várias respostas úteis: Quem é este indivíduo na sua sociedade? Estamos a falar com o rei, com um barbeiro ou um mendigo? De que forma se ocupa no seu dia a dia? Passa o dia a trabalhar ou em casa a escrever posts no seu blog? :-P
Conheces outros seres inteligentes, diferentes de vocês?
Ok, já sabemos que não estamos sozinhos. Mas será que dá para aproveitar a embalagem e conhecer logo uma série de outras raças de ETs de uma assentada?
Tens fome? Queres provar do meu lanche?
Porque não ser simpático? Espero é que ele não apanhe uma overdose de comida alienígena…

Mas acho que logo depois do nome a pergunta seguinte provavelmente seria:
Oh pá, onde é que aprendeste a falar português? :D

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