A noite no Jardim Botânico
Mais uma sessão do Ciência Viva - desta vez no Jardim Botânico, na passada 4ª feira à noite.
O título da sessão era Flores na Noite e consistia em duas partes completamente diferentes: um passeio pelo Jardim Botânico à noite e uma sessão de observação astronómica.
Durante o passeio pelo Jardim Botânico foi-nos explicado como algumas plantas se comportam de forma diferente durante a noite - as plantas aromáticas têm um aroma mais intenso, algumas reflectem o luar, outras aproveitam a noite para abrir as flores, etc.
Mesmo contando com o facto de a visibilidade ser muito fraca, achei o passeio bastante agradável. Tirei algumas fotos mas a maioria não ficou nada de especial - tive o cuidado de não usar flash para não perturbar a habituação das pessoas ao escuro e por isso as fotos ficaram bastante tremidas (o tempo de exposição aumenta para compensar a falta de luz, eu não tinha tripé e o vento também não ajudava porque fazia abanar as plantas). As duas melhores fotos foram estas que aqui mostro (havia um holofote perto) e clicando dá para perceber que o resultado não é famoso.
Na segunda parte da visita, fomos para o edifício principal do jardim onde estava montado o telescópio. A audiência aproveitou para colocar várias perguntas ao elemento do planetário que estava presente e tivemos direito a espreitar imagens de Júpiter e da Lua que, como se pode ver nas fotos, estavam a montar um espectáculo só para nós.
Tivemos também a sorte de estar a olhar para o sítio certo no momento certo pois vimos a ISS a passar mesmo por cima de nós ![]()
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Limpar a máquina
Ontem dei por mim a ter que fazer uma operação de emergência na minha máquina (Nikon D-80). Descobri uma mancha numa foto que tirei e, à medida que ia passando outras fotos em sequência reparei que a mancha estava sempre em todas.
Bem, eu já sabia que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde quando optei por comprar uma SLR, por isso não entrei em pânico e comecei por tirar uma série de fotos contra uma parede branca, em várias ampliações, e profundidades de campo. As manchas eram permanentes e apareciam mesmo quando eu via as fotos no PC. Portanto, o problema parecia estar no corpo da máquina e não na lente nem no monitor LCD.
Comecei por tentar soprar o pó para fora dos espelhos e depois passar uma escovinha (tipo daquelas de limpar as máquinas de barbear - mas sem pêlos da barba, claro) . Tirei mais um conjunto de fotos mas nada tinha mudado. Portanto, nem sequer era nos espelhos - era no sensor!
Chegado a este ponto lembrei-me do aviso que vinha no manual de instruções, referindo que a Nikon não se responsabilizava pela limpeza feito pelo próprio e que esta devia ser sempre feita num centro autorizado Nikon. Portanto fui à net, à procura do centro técnico mais próximo (não é que fosse estar sempre atrás deles para limpar a máquina, mas pelo menos ficava com uma ideia para o caso de precisar um dia por motivos mais graves). Não encontrei nada em Portugal!
O passo seguinte foi procurar sites na Net que explicassem como limpar a máquina. O que encontrei de mais completo foi este. Faz referência a produtos à venda nos Estados Unidos, mas não deverá ser difícil adaptar, improvisando algumas ferramentas semelhantes.
No meu caso, aquilo que fiz foi simplesmente enrolar um pano daqueles de limpar os óculos (que largam menos pelo) à volta de um lápis e passar muito suavemente sobre o sensor, para retirar o lixo. Eu tinha visto lá um ou dois grãos de pó. A maior parte deles provavelmente era demasiado pequena para ser vista mas os que eu via desapareceram. Algumas fotos a paredes brancas mais tarde, estava satisfeito com o resultado.
Seja como for, isto foi uma solução de emergência (ia sair nessa noite e tinha fotos para tirar). Mas deixou-me alerta para que devo arranjar ou improvisar o meu próprio kit de limpeza. Porque outras situações destas irão seguramente repetir-se no futuro.
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