A noite no Jardim Botânico
Mais uma sessão do Ciência Viva - desta vez no Jardim Botânico, na passada 4ª feira à noite.
O título da sessão era Flores na Noite e consistia em duas partes completamente diferentes: um passeio pelo Jardim Botânico à noite e uma sessão de observação astronómica.
Durante o passeio pelo Jardim Botânico foi-nos explicado como algumas plantas se comportam de forma diferente durante a noite - as plantas aromáticas têm um aroma mais intenso, algumas reflectem o luar, outras aproveitam a noite para abrir as flores, etc.
Mesmo contando com o facto de a visibilidade ser muito fraca, achei o passeio bastante agradável. Tirei algumas fotos mas a maioria não ficou nada de especial - tive o cuidado de não usar flash para não perturbar a habituação das pessoas ao escuro e por isso as fotos ficaram bastante tremidas (o tempo de exposição aumenta para compensar a falta de luz, eu não tinha tripé e o vento também não ajudava porque fazia abanar as plantas). As duas melhores fotos foram estas que aqui mostro (havia um holofote perto) e clicando dá para perceber que o resultado não é famoso.
Na segunda parte da visita, fomos para o edifício principal do jardim onde estava montado o telescópio. A audiência aproveitou para colocar várias perguntas ao elemento do planetário que estava presente e tivemos direito a espreitar imagens de Júpiter e da Lua que, como se pode ver nas fotos, estavam a montar um espectáculo só para nós.
Tivemos também a sorte de estar a olhar para o sítio certo no momento certo pois vimos a ISS a passar mesmo por cima de nós ![]()
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Observação - campo do Alvre, 9/10-Agosto-2008
Esta noite foi noite de observação astronómica. Já tinha algumas saudades, há quase um ano que não saía para observar.
Como coincidiu com o fim de semana da AstroFesta não havia muita gente. Basicamente os três habituais - eu, o Nuno Coimbra e o Rui Santos. Os telescópios presentes foram o meu e o do Nuno.
À chegada houve algumas surpresas. Nomeadamente o facto de terem asfaltado o caminho mesmo até ao campo (sinal de que é altura de começar a procurar outro sítio?). A iluminação da vizinhança também aumentou. Apesar de não haver Lua acima do horizonte, uma vez que começámos já depois da meia noite, nunca precisei de lanterna para ver o que fazia. A lanterna basicamente foi só para consultar os mapas mas mesmo isso, com um pouco de jeito quase que se conseguia fazer virando o livro para a luz dos candeeiros mais próximos.
Seja como for, a noite estava belíssima. A Via Láctea estava perfeitamente visível à nossa chegada (tanto quanto é possível a esta distância de uma cidade como o Porto e Valongo). Acho mesmo que nunca a tinha visto tão nítida aqui no Alvre.
O meu telescópio foi prontamente alinhado e apontado para Júpiter. Pelos vistos ainda não me esqueci de como se faz
À meia noite, no entanto, Júpiter já estava a descer e começava a notar-se a turbulência provocada pela atmosfera. Ainda me entretive a tentar procurar outros objectos mais distantes mas a falta de prática e a fraca abertura do tubo levaram-me a desistir da ideia.
A maior parte da noite foi, portanto, passada de volta do telescópio do Nuno. Aquelas 10” de abertura, realmente fazem muita diferença. Com a ajuda da memória nuns casos e das cartas celestes noutros lá fomos vendo uma série de nebulosas, enxames e galáxias. Vi a Veil pela primeira vez - o próprio Nuno ficou surpreendido pelo facto de se ver tão bem naquele local apesar da poluição luminosa.
Pelas 3h00 o frio começou a apertar, a nebulosidade a aumentar e acabámos por vir embora. Ainda apontei o telescópio uma última vez para Júpiter, quase a desaparecer atrás do monte mais próximo e o planeta parecia ferver, tanta a interferência atmosférica (habitual quando os objectos estão próximos do horizonte).
Foi bom voltar a mexer nestas coisas. Da próxima tento tirar fotos (tenho que arranjar um tripé para a máquina, primeiro)
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O que perguntar a um ET?
Numa das mailing lists de astronomia que subscrevo, a AstroPT, surgem às vezes umas questões curiosas, nem sempre sobre coisas directamente relacionadas com a Astronomia.
Hoje, por exemplo, o desafio foi o de dizer o que se perguntaria a um ET (caso ele percebesse português claro).
Uma das primeiras respostas foi “Como te chamas?”
É também daquelas perguntas que não é preciso saber português para perceber. A maioria das raças humanas compreende de forma intrínseca algumas perguntas básicas, mesmo que transmitidas apenas por gestos ou sons.
A identificação de quem connosco comunica é uma dessas perguntas - o célebre movimento de bater no peito feito pelo Tarzan, seguindo-se o apontar o dedo para a Jane para saber o dela é um bom exemplo.
Claro que uma raça completamente alienígena poderia nem sequer reconhecer estes simples gestos “básicos”. Por exemplo, não nos servem de nada para perguntar o nome aos golfinhos ou aos cães
Outras perguntas mais ou menos importantes de se fazer, para além do nome, poderiam ser
(caso fosse ele a vir ter connosco)
- De onde vens?
- Seria interessante saber onde é que o SETI devia ter procurado melhor. Infelizmente, a julgar pelos filmes, a resposta em 99% dos casos é um braço esticado a apontar para o céu - muito esclarecedor…
- Como chegaste aqui?
- Tentar pelo menos aprender alguma coisa sobre as viagens interplanetárias. Foi ele que fez o caminho todo ou ele é o tetratetratetraneto do capitão original do veículo que o transportou?
- Tens fome? Queres que te faça um lanche?
- Acho que se um porco me oferecesse um lanche, eu não era capaz de o comer depois. Por isso mais vale prevenir e ir logo abusando do charme
(caso fôssemos nós a ir ter com ele, no seu planeta ou lá onde ele estivesse)
- Que fazes?
- Esta pergunta é muito ampla e pode dar origem a várias respostas úteis: Quem é este indivíduo na sua sociedade? Estamos a falar com o rei, com um barbeiro ou um mendigo? De que forma se ocupa no seu dia a dia? Passa o dia a trabalhar ou em casa a escrever posts no seu blog?
- Conheces outros seres inteligentes, diferentes de vocês?
- Ok, já sabemos que não estamos sozinhos. Mas será que dá para aproveitar a embalagem e conhecer logo uma série de outras raças de ETs de uma assentada?
- Tens fome? Queres provar do meu lanche?
- Porque não ser simpático? Espero é que ele não apanhe uma overdose de comida alienígena…
Mas acho que logo depois do nome a pergunta seguinte provavelmente seria:
Oh pá, onde é que aprendeste a falar português? ![]()
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Desfaça-se a luz
Nos últimos dias tenho andado à procura de um bom local para eu e mais alguns membros do Polaris irmos observar. Já temos um local onde vamos a maioria das vezes, o campo de futebol do Alvre, mas é sempre bom ter alternativas.
Desta vez peguei no Google Earth, procurei as zonas mais desertas e parti à descoberta na triângulo entre a Trofa, Vizela e Sobrado. E a conclusão a que chego é que há demasiada luz neste país. Quer dizer, passa-se a vida a falar em poupar energia, que temos uma factura energética muito alta, etc, etc, etc. Mas a verdade é que ainda há muito a fazer nesse campo.
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