Astronomia

espaço

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Porquê a Astronomia?

Antes de mais convém esclarecer, para os mais incautos, que esta página é sobre astronomia e não astrologia. Não há cá nada de previsões astrológicas nem análises sobre o signo de cada um.

Dito isto, importa primeiro esclarecer o porquê deste meu gosto pela astronomia.
Se por acaso moram numa zona mais isolada das luzes das grandes cidades certamente que já pararam numa daquelas lindas noites de céu limpo, em especial se estiver lua nova, e se puseram a contemplar o maravilhoso céu estrelado. Nessas alturas, olhando para os milhares de estrelas que se conseguem ver, penso na quantidade de seres que, lá em cima, estarão a olhar para o céu nesse mesmo momento, e, quem sabe, olhando para mim enquanto eu olho para eles. E acredito piamente que assim seja: não é possível que num Universo onde tudo correu tão bem para se formarem galáxias, estrelas, planetas, cometas e outros que tais e com regras tão certinhas, não é possível, que a existência de vida num planeta seja um erro de cálculo… uma ideia que adorei ver repetida há uns anos no filme Contacto onde a Jodie Foster dizia que se não houvesse vida noutros planetas O Universo seria um grande desperdício de espaço.
Assim está explicada a minha afinidade pela Astronomia, Ficção científica e outras ciências do género.

A minha evolução na astronomia

Binóculos

Os meus binóculos

Os meus binóculos

Depois de alguns anos a observar o céu a olho nu, e sem paciência para aprender a ler as cartas celestes que vinham nos livros comecei a procurar na Internet aplicações que construíssem projecções do céu em determinada hora e visto a partir de determinado local.
Uns anos depois os meus pais ofereceram-me uns binóculos pelos anos. Eu que já me tinha habituado a reconhecer muitas das constelações só de olhar para elas de repente vejo-me de novo quase no início: não reconheço as estrelas. Aos poucos lá me fui habituando à ampliação. Mesmo assim não consigo ainda hoje só com os binóculos reconhecer muita coisa. É mais na base do olhar primeiro e apontar depois.
Mas com os binóculos uma coisa salta bem à vista: a Lua. Se a Lua cheia já é bonita à vista desarmada, a mínima ampliação realça toda uma série de novas maravilhas que dificilmente se conseguem ver à vista desarmada.
Para além da Lua os planetas transformam-se em bolinhas ligeiramente maiores (se bem que com os binóculos Marte continuava a parecer apenas uma grande estrela avermelhada). Outros pormenores como algumas nebulosas maiores começam também a revelar-se.

Telescópio

Telescópio

Telescópio

Já na altura em que recebi os binóculos andava a tentar aprender alguma coisa sobre telescópios para poder um dia comprar um. Felizmente recebi os binóculos antes porque assim não só me pude ir adaptando a um modo totalmente novo de observação mas também fiquei com um novo entretenimento que me ajudou a ser mais paciente e a não me precipitar na compra do telescópio.
Acabei por encontrar o site de uma loja de astronomia - a loja Galáctica - Espaço M51. Eles carregaram o catálogo todo para o site, o que dá para uma pessoa ficar plenamente consciente do que anda por aí no mercado (são mesmo milhares de produtos). Para além disso têm também páginas com algumas ajudas para quem quer aprender mais sobre o que escolher num telescópio, e eles próprios são extremamente simpáticos e dispostos a ajudar na escolha.
Ao fim de algum tempo lá acabei por me decidir: um telescópio com uma abertura de 127mm (5”), 1500mm de eixo focal, montagem equatorial e duas oculares de 10mm e 25mm.
A minha primeira noite com o telescópio foi um desespero. Nesse dia cheguei mais tarde do trabalho e quando cheguei a casa deram-me a notícia que o telescópio tinha chegado. Passei o resto da noite a tentar perceber como o montar, e quando finalmente ficou pronto era meia noite e já não dava tempo para ainda estar a aprender a funcionar com ele. Por isso só no dia seguinte, ao chegar novamente a casa é que me pus a espreitar pelo telescópio pela primeira vez.
Fui treinando a focagem e os movimentos do telescópio com os telhados das casas dos vizinhos (ainda era de dia). Entretanto a Lua estava quase em quarto crescente e estava numa posição bastante favorável. Por isso orientei o telescópio para lá. Fiquei de queixo caído com a luminosidade da Lua e com a definição das crateras vistas através do telescópio. Uns dias depois já eu tinha visto Júpiter com as suas 4 luas principais e Saturno com os seus anéis. Várias outras estrelas e enxames estelares, nebulosas e outras coisas que tais.
O Universo é lindo. Mesmo apesar de através do telescópio se ver tudo mais ou menos a preto e branco e de, obviamente, eu não conseguir com o meu pequeno telescópio as imagens fabulosas que se vê a circular por aí. Mas abre todo um novo leque de possibilidades, de coisas a descobrir, de mundos a explorar e aumenta consideravelmente o campo de visão.

Astrofotografia

O passo seguinte foi a astrofotografia. Claro que para isso precisei de melhorar um pouco o meu equipamento: arranjei um motor para o telescópio (de eixo único) e uma máquina fotográfica em condições (HP945). Enquanto isso não sucedeu decidi fazer uma experiência com a minha mini-máquina digital. Uma vez que encostar a máquina à lente do telescópio não resultava (a imagem ficava toda desfocada), acabei por gravar um vídeo e retirar um dos frames (a resolução ficou por isso mais baixa).
Mas isso foi antes. Agora com a minha nova máquina fotográfica, a história é outra. Comprei também um mecanismo para a adaptar ao telescópio. E uma das minhas primeiras fotografias, logo após o início de 2004 foi a Saturno. Fiquei todo satisfeito, porque agora já posso mostrar aos outros e guardar para a posteridade aquilo que eu vejo.

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