E ao terceiro dia… Elliot
Mais um espectáculo de um homem só. Ou seja, mais um espectáculo em que o público foi uma parte importantíssima do espectáculo.
Elliot também é belga e actua sozinho, mas o tipo de espectáculo é bastante diferente do de Joseph Collard (do qual gostei um pouco mais, mas também foi mais ao encontro do meu lado sonhador, provavelmente). Ontem tivemos direito a uma representação muito mais gráfica, cheia de adereços… mas também muito pontuada com caretas e gestos cheios de expressão. A tal ponto que os miúdos (e havia muitas crianças entre o público) adoraram à mesma, apesar de ele praticamente só ter falado em inglês.
Em palco estiveram o Dr. Jones, médico maluco; um instrutor de patinagem muito fashion; um praticante de artes marciais chanfrado; a maior estrela de rock de todos os tempos; e um stripper.
A parte mais impressionante foi, sem dúvida, ver o auditório do fórum transformado numa autêntica plateia de concerto rock com toda a gente aos gritos e aos saltos enquanto Elliot fazia palhaçadas com a sua guitarra eléctrica. Quer dizer, a mais impressionante para mim, as senhoras provavelmente preferiram o segmento do strip-tease. Sobretudo porque ao longo do espectáculo ele foi ficando cada vez mais suado e nesta altura já tinha mesmo aquele aspecto de quem tem o corpo cheio de óleo…
Como disse, não foi até agora o meu preferido mas quase que lá chegou. O aplauso final mostrou que outros pensaram o mesmo que eu (não foi fraco, muito pelo contrário; apenas não demorou imenso tempo). Seja como for, foi sem dúvida a peça que teve maior participação por parte do público (the Maia people
) o que contribui sempre para sairmos de lá muito satisfeitos, com a certeza de ter assistido a um excelente espectáculo. E com este embalo, e embora tenha a certeza de que vá ser uma peça bem diferente e mais calma, já fui comprando o bilhete para 2ª feira ![]()
