Transístores em papel
Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa produziu os primeiros transístores em papel.
O conceito é simples - em vez de usar silício como isolante ou dieléctrico usaram papel. As vantagens são várias, nomeadamente o mais baixo custo de produção e a maior facilidade em reciclar o material. Pelo que percebi estes transístores não são tão eficientes como os actuais, mas são o bastante para as aplicações mais corriqueiras dos dias de hoje.
É mais um belo exemplo para mostrar que neste país se consegue fazer investigação e não é só lá de fora que vêm as novidades.
Eu até já estou a imaginar - à semelhança dos ecrãs finos que já existem hoje em dia e que se enrolam e tudo, podemos vir a ter jornais de papel autêntico em que se carrega o cartão com as notícias do dia e o jornal mostra o novo texto, actualizado. Em vez de se comprar um jornal todos os dias faz-se só download para um cartão de memória e reutiliza-se o mesmo jornal. Ou então computadores feitos de cartão, mais leves e fáceis de transportar (mas de estragar também - para mim não servia :-P)
Seja como for, a equipa está toda de parabéns.
Podem ler mais sobre isto aqui, aqui, ou no comunicado oficial da Universidade.
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Morcegos no Parque Biológico
Já aqui falei sobre as sessões da Ciência Viva, no Verão. Pois hoje fui à primeira daquelas em que me inscrevi.
Fui ver Morcegos ao Parque Biológico, em Gaia ![]()
A sessão dividiu-se em 3 partes: exposição de slides, observação de um morcego de perto e observação dos morcegos no exterior, conjuntamente com a audição dos mesmos.
Uma das coisas de que gostei particularmente foi do facto de estarem tantas crianças presentes. Acho mesmo que chegavam a ser mais do que os adultos. É bom ver que os miúdos se interessam por estas coisas (ou que os pais fazem com que se interessem, o que vai dar mais ou menos ao mesmo) e, sobretudo, dá um toque diferente à sessão - os putos nunca têm vergonha de fazer perguntas e os mais velhos ficam menos desinibidos para as fazer também. Ninguém fica com medo de passar por estúpido e a sessão torna-se naquilo que se pretende - um lugar para aprender.
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