Efemérides
Faz hoje 37 anos que o primeiro Rover foi conduzido na Lua. Os austronautas da Apollo 15 tiveram o privilégio de ser os primeiros a conduzir um veículo motorizado na Lua… quer dizer, de corpo inteiro, há por aí muita gente que conduz com a cabeça na Lua :-/
No também no dia de hoje, há mais de 2000 anos atrás que se travou a batalha de Alexandria. Marco António conseguiu repelir as forças romanas e impedir a invasão do Egipto. Infelizmente, acabaria por cair alguns dias depois.
Há precisamente 9 anos atrás, a NASA provocava a queda da sonda Lunar Prospector na Lua, para tentar descobrir gelo na Lua. A parte final não teve o resultado desejado (ela despenhou-se sim, mas não foram detectados vestígios de gelo) mas todo o resto da missão foi um sucesso!
É também a data de aniversário de João Barreiros, escritor de ficção científica português (José de Barros). Nasceu em 1952.
Ainda na área das artes, é também o aniversário de Fatboy Slim, músico britânico; Dean Cain, que desempenhou o papel de Superhomem durante alguns anos; e Wesley Snipes, outro actor conhecido pelos filmes de acção.
Pelos vistos em alguns países é também o dia nacional do Orgasmo. Gostava de saber era porquê…
E, por último, mas bem mais importante que todas as outras juntas, tem sido o dia dos meus anos nos últimos 31 anos já ![]()
publicado em Paulo Aguiar, Sociedade | 0 Comentários
O que perguntar a um ET?
Numa das mailing lists de astronomia que subscrevo, a AstroPT, surgem às vezes umas questões curiosas, nem sempre sobre coisas directamente relacionadas com a Astronomia.
Hoje, por exemplo, o desafio foi o de dizer o que se perguntaria a um ET (caso ele percebesse português claro).
Uma das primeiras respostas foi “Como te chamas?”
É também daquelas perguntas que não é preciso saber português para perceber. A maioria das raças humanas compreende de forma intrínseca algumas perguntas básicas, mesmo que transmitidas apenas por gestos ou sons.
A identificação de quem connosco comunica é uma dessas perguntas - o célebre movimento de bater no peito feito pelo Tarzan, seguindo-se o apontar o dedo para a Jane para saber o dela é um bom exemplo.
Claro que uma raça completamente alienígena poderia nem sequer reconhecer estes simples gestos “básicos”. Por exemplo, não nos servem de nada para perguntar o nome aos golfinhos ou aos cães
Outras perguntas mais ou menos importantes de se fazer, para além do nome, poderiam ser
(caso fosse ele a vir ter connosco)
- De onde vens?
- Seria interessante saber onde é que o SETI devia ter procurado melhor. Infelizmente, a julgar pelos filmes, a resposta em 99% dos casos é um braço esticado a apontar para o céu - muito esclarecedor…
- Como chegaste aqui?
- Tentar pelo menos aprender alguma coisa sobre as viagens interplanetárias. Foi ele que fez o caminho todo ou ele é o tetratetratetraneto do capitão original do veículo que o transportou?
- Tens fome? Queres que te faça um lanche?
- Acho que se um porco me oferecesse um lanche, eu não era capaz de o comer depois. Por isso mais vale prevenir e ir logo abusando do charme
(caso fôssemos nós a ir ter com ele, no seu planeta ou lá onde ele estivesse)
- Que fazes?
- Esta pergunta é muito ampla e pode dar origem a várias respostas úteis: Quem é este indivíduo na sua sociedade? Estamos a falar com o rei, com um barbeiro ou um mendigo? De que forma se ocupa no seu dia a dia? Passa o dia a trabalhar ou em casa a escrever posts no seu blog?
- Conheces outros seres inteligentes, diferentes de vocês?
- Ok, já sabemos que não estamos sozinhos. Mas será que dá para aproveitar a embalagem e conhecer logo uma série de outras raças de ETs de uma assentada?
- Tens fome? Queres provar do meu lanche?
- Porque não ser simpático? Espero é que ele não apanhe uma overdose de comida alienígena…
Mas acho que logo depois do nome a pergunta seguinte provavelmente seria:
Oh pá, onde é que aprendeste a falar português? ![]()
publicado em Astronomia, Opiniões pessoais | 0 Comentários
Transístores em papel
Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa produziu os primeiros transístores em papel.
O conceito é simples - em vez de usar silício como isolante ou dieléctrico usaram papel. As vantagens são várias, nomeadamente o mais baixo custo de produção e a maior facilidade em reciclar o material. Pelo que percebi estes transístores não são tão eficientes como os actuais, mas são o bastante para as aplicações mais corriqueiras dos dias de hoje.
É mais um belo exemplo para mostrar que neste país se consegue fazer investigação e não é só lá de fora que vêm as novidades.
Eu até já estou a imaginar - à semelhança dos ecrãs finos que já existem hoje em dia e que se enrolam e tudo, podemos vir a ter jornais de papel autêntico em que se carrega o cartão com as notícias do dia e o jornal mostra o novo texto, actualizado. Em vez de se comprar um jornal todos os dias faz-se só download para um cartão de memória e reutiliza-se o mesmo jornal. Ou então computadores feitos de cartão, mais leves e fáceis de transportar (mas de estragar também - para mim não servia :-P)
Seja como for, a equipa está toda de parabéns.
Podem ler mais sobre isto aqui, aqui, ou no comunicado oficial da Universidade.
publicado em Portugal, ciência | 1 Comentário
Morcegos no Parque Biológico
Já aqui falei sobre as sessões da Ciência Viva, no Verão. Pois hoje fui à primeira daquelas em que me inscrevi.
Fui ver Morcegos ao Parque Biológico, em Gaia ![]()
A sessão dividiu-se em 3 partes: exposição de slides, observação de um morcego de perto e observação dos morcegos no exterior, conjuntamente com a audição dos mesmos.
Uma das coisas de que gostei particularmente foi do facto de estarem tantas crianças presentes. Acho mesmo que chegavam a ser mais do que os adultos. É bom ver que os miúdos se interessam por estas coisas (ou que os pais fazem com que se interessem, o que vai dar mais ou menos ao mesmo) e, sobretudo, dá um toque diferente à sessão - os putos nunca têm vergonha de fazer perguntas e os mais velhos ficam menos desinibidos para as fazer também. Ninguém fica com medo de passar por estúpido e a sessão torna-se naquilo que se pretende - um lugar para aprender.
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publicado em ciência | 1 Comentário
Desfaça-se a luz
Nos últimos dias tenho andado à procura de um bom local para eu e mais alguns membros do Polaris irmos observar. Já temos um local onde vamos a maioria das vezes, o campo de futebol do Alvre, mas é sempre bom ter alternativas.
Desta vez peguei no Google Earth, procurei as zonas mais desertas e parti à descoberta na triângulo entre a Trofa, Vizela e Sobrado. E a conclusão a que chego é que há demasiada luz neste país. Quer dizer, passa-se a vida a falar em poupar energia, que temos uma factura energética muito alta, etc, etc, etc. Mas a verdade é que ainda há muito a fazer nesse campo.
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